Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010
Quarta-feira, 7 de Julho de 2010
No propício da destruição
sedento de guerra, os dentes cariados.
A cegueira invade os
olhos
que adivinham
pó.
Escrito por
O Pombo
Sábado, 13 de Março de 2010
Domingo, 4 de Outubro de 2009
Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009
Contar pelos dedos o tempo a passar. Assistir ao lazer dos dias. O vento é sempre o mesmo.
Escrito por
O Pombo
Quarta-feira, 22 de Abril de 2009
esperar a hora do comboio para ir sentado a escrever. o som dos headfones incomoda
o passageiro a meu lado. aperta o cinto espirra
saio porta fora, benfica - cheguei ao meu bairro.
o passageiro a meu lado. aperta o cinto espirra
saio porta fora, benfica - cheguei ao meu bairro.
Escrito por
O Pombo
Quinta-feira, 2 de Abril de 2009
Segunda-feira, 23 de Março de 2009
Sábado, 28 de Fevereiro de 2009
Sábado, 10 de Janeiro de 2009
Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008
Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008
A girafa espreita à janela. O elevador passa e arranca-lhe o pescoço e a cabeça. O corpo jaz do outro lado. As patas da frente flectidas, as de trás esticadas. A cauda presa por um anzol, preso por um fio a uma cana. O pescador sorri, contente.
Escrito por
O Pombo
Domingo, 3 de Agosto de 2008
Quarta-feira, 23 de Julho de 2008
O sangue jorra com uma facilidade incrível. O sangue jorra incrível. Muda o sangue jorra.
Jorna.
Ah? O quê?
O sangue jorra agora.
Depois o Mundo. E até ver onde podemos ir alugar rápido depois não, espera. Descansa.
A cabeça encosta logo. Escorre.
A cabeça demora.
Continuo a olhar as mãos. É bom esfregar no cimento. As mãos mudam, transformam.
Sangue.
Sangue.
Sangue.
Jorna.
Ah? O quê?
O sangue jorra agora.
Depois o Mundo. E até ver onde podemos ir alugar rápido depois não, espera. Descansa.
A cabeça encosta logo. Escorre.
A cabeça demora.
Continuo a olhar as mãos. É bom esfregar no cimento. As mãos mudam, transformam.
Sangue.
Sangue.
Sangue.
Escrito por
O Pombo
Quarta-feira, 9 de Julho de 2008
Nas tardes desocupadas em que vou até eles fogem não percebo como não querem companhia coisa que adoro. À medida que deito na tua conta bancária dentes deposito esperança que um dia possamos rever o mesmo ponto final do fim. Por isso mesmo pensa acima de tudo descansa que à noite já não cai gelo. Depois facilitar trocos dá mau resultado e troca por troca prefiro-te a ti a lamber-me o cotovelo. Ai ai a calmaria basta é bater a doer eu gosto mesmo é de foder. A solidão é coisa que atormenta. Bate-lhe com um pau. Não a deixes fugir. O amante louro gosta delas novas. Para grandes malas grandes meias. Fugir é coisa que não atrapalha. Gosto mesmo é de conhecer como as coisas funcionam por dentro. É como que uma sensação em que crescer só atrapalha. As portas tornam-se incómodas por não terem fim e perdemo-nos numa entrada, digamos, engrandecedora. Gosto muito de pensar em como a vida funciona de forma a que de dentro não se veja a parte de fora de umas grades e embora frágil pura forma torna em mente cora a fuga escapa clara e trinta e trinca e vou-me embora agora. A minha mulher abandonou-me. Deixou-me por um bode velho com barbas até ao escroto. Os chatos estão no bigode. O gato pardo farto porte embate e parte a vaselina afina a roer sorte morte formol esclarece lá esta dúvida se uma mão tem dez dedos porque é que a outra tem dez dedos e um pé também o outro dez dedos. Não pises paredes. Amor. Amor amor. Amor amor amor. O café está bom. É óptimo capuccino porco adoro o caminhar da tua mãe não está bem igual ao de ontem ouvi dizer que vamos todos à praia afogo o fogo e ponho um calço e paro soco. O florescer das margaridas da parte da manhã faz-me acreditar na vida. Vou comprar um carro novo. Daqueles com várias opções em que gastar dinheiro. A mulher não vai ver nada. O direito é todo meu. Vai ser a sério agora. Digo-lhes que não hão-de ter nem um chavo, nem um pintelho, nada.
Nunca te esqueças de mim.
A sério, peço-te.
Gosto tanto de ti.
E de ti.
E de ti
E de t
E de
E de
E d
E
Nunca te esqueças de mim.
A sério, peço-te.
Gosto tanto de ti.
E de ti.
E de ti
E de t
E de
E de
E d
E
Escrito por
O Pombo
Quarta-feira, 25 de Junho de 2008
Mexe-me no cabelo. Agarra-me a mão. O rosto tem tempo. O corpo pensamento.
Quanto mais te vejo mais me lembro de ti. Agarra-me a coxa. Desvenda-me um segredo. Agora pára só mais um bocadinho. Vamos ficar por aqui.
O teu corpo tem mistérios a cobrir.
Gostava imenso de saber falar por ti. A tua boca tem utilidades muito para além dessa capacidade. Aquilo que te torna fêmea é o encanto com que te mexes. A facilidade com que estás. És a vergonha a descoberto da realidade. Por onde teu cheiro passa, o teu jardim, nosso, encanta-se e existe. Por momentos que imagino, nós, perdidos, na boca um do outro, saliva. No recanto das axilas o suor frio escorre. Pelos. Cabelos. E a mão perdida por dentro faz-te guinchar. Adoro o som do teu queixume. O sufoco com que o dizes. Vimo-nos às vezes, como quem espera um pelo outro. E ficamos assim. Numa rotina descoberta, como quem espreita a pouco e pouco.
Pela janela o Sol assiste e desiste.
Quanto mais te vejo mais me lembro de ti. Agarra-me a coxa. Desvenda-me um segredo. Agora pára só mais um bocadinho. Vamos ficar por aqui.
O teu corpo tem mistérios a cobrir.
Gostava imenso de saber falar por ti. A tua boca tem utilidades muito para além dessa capacidade. Aquilo que te torna fêmea é o encanto com que te mexes. A facilidade com que estás. És a vergonha a descoberto da realidade. Por onde teu cheiro passa, o teu jardim, nosso, encanta-se e existe. Por momentos que imagino, nós, perdidos, na boca um do outro, saliva. No recanto das axilas o suor frio escorre. Pelos. Cabelos. E a mão perdida por dentro faz-te guinchar. Adoro o som do teu queixume. O sufoco com que o dizes. Vimo-nos às vezes, como quem espera um pelo outro. E ficamos assim. Numa rotina descoberta, como quem espreita a pouco e pouco.
Pela janela o Sol assiste e desiste.
Escrito por
O Pombo
Sexta-feira, 30 de Maio de 2008
Arranhar paredes é muito comovente. A mim, excita-me mais o cabedal. Desliza e não cheira mal.
Escrito por
O Pombo
Quarta-feira, 7 de Maio de 2008
Segunda-feira, 28 de Abril de 2008
Sexta-feira, 28 de Março de 2008
Terça-feira, 11 de Março de 2008
Torcer o tornozelo e deixá-lo a doer durante dias.
Morder a mão até sangrar. Não deixar cicratizar.
Morder a mão até sangrar. Não deixar cicratizar.
Escrito por
O Pombo
Quarta-feira, 5 de Março de 2008
Domingo, 10 de Fevereiro de 2008
Nada mais regenerador do que um soninho no corredor das urgências. Tento não falhar nenhum fim-de-semana.
Escrito por
O Pombo
Sábado, 19 de Janeiro de 2008
Terça-feira, 15 de Janeiro de 2008
-Dá-me um beijinho no meu vomitadinho.
-Não dou!
-Vá lá!
-Está bem! (Muá! Muá!)
-Obrigado!
-Não dou!
-Vá lá!
-Está bem! (Muá! Muá!)
-Obrigado!
Escrito por
O Pombo
Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2008
Terça-feira, 1 de Janeiro de 2008
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